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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Uma pequena amostra...
Bom dia a todos,
Depois de tudo o que escreveram... deixo aqui alguns excertos desse grande momento que todos sentimos na Casa da Música no dia 1.
Não me tem sido fácil explicar a quem não esteve lá o que senti neste projecto...
Foram muitas semanas de acompanhamento e desenvolvimento, de uma criação artística expontânea e genuína, de uma salutar entre-ajuda e aprendizagem.
Também eu aprendi e senti tudo o que aqui foram descrevendo.
Por vezes um pouco distante e concentrado no trabalho. Aos poucos fui me apercebendo que todos estávamos a descobrir caminhos e linguagens novos e que em nós estava também o espírito de criança...
Para além de todas as possíveis análises estéticas, técnicas e artísticas sobre a forma como resultou o espectáculo... Algo se sobrepõe a tudo isso:
No dia 1 senti que demos a mais de mil crianças a alegria, a descoberta, um mundo novo criado do nosso imaginário.
A comunicação existe quando há feedback de retorno. Naquele dia a música, a dança, os cenários e as imagens deixaram com certeza marcas em muitas daquelas crianças e em muitos de nós, atingindo o propósito deste projecto.
A mensagem foi transmitida. A emoção estampada nas caras das crianças e de todos os intervenientes foi fruto de uma viagem bem conseguida... Para quando uma nova viagem ?
Obrigado a todos pela partilha, amizade e pelos bons e inesquecíveis momentos passados :)
Beijos e abraços,
Carlos F.
domingo, 7 de junho de 2009
Que a viagem continue!
Caros companheiros de viagem,
Deixei passar quase uma semana para de forma mais fria vir aqui falar sobre este nosso projecto comum. A verdade é que ainda não consigo pôr em palavras tudo que se passou nestes últimos seis meses, e de forma mais intensa nestes últimos 15 dias.
Para mim (e para nós Vozes), foi um enorme privilégio estar ligado a tão grande construção. Enquanto compositor, ou melhor dizendo empreiteiro musical, todo o processo foi riquíssimo e de uma aprendizagem enorme. Foi algo irrepetível.
Ter em Janeiro um grupo tão heterogéneo de pessoas, ter apenas um ponto de partida, o Brasil, e chegar a Junho com um espectáculo como aquele que fizemos, parece, a quem não esteve envolvido, impossível.
Várias vezes perguntaram-me, já depois da apresentação, se eu esperava isto, ou se tinha superado as minhas expectativas... a verdade é que, tal como respondi, desde Março acreditei que fosse tal e qual. Senti logo aí que tínhamos tudo para fazermos umas Histórias do Sul originais, musicalmente de qualidade, pedagógicas e mobilizadoras de um público que como todos sentimos, vibrou connosco.
O que fizemos, e pondo toda a modéstia de lado, foi bom. E foi bom a muitos níveis. Acima de tudo o que mais me alegrou foi a maioria ter descoberto qualidades e caminhos que se calhar até agora estavam adormecidos. Foi terem sido artistas na mais nobre acepção da palavra. E isso traz de certeza uma nova abordagem naquilo que fazemos na sala de aula. E esse foi o principal objectivo deste projecto de formação artística e pedagógica.
Falando de futuro... para já gostava de manter este blogue. É uma excelente ferramenta para irmos divulgando o trabalho uns dos outros. O Luís disse no jantar que dia 18 de Junho toca às onze da noite no Contagiarte, ouviram? Bom, este espaço é o sítio ideal para divulgarmos concertos, acções de formação, programas com interesse, vídeos, tudo que nos possa manter activos e atentos e nos faça crescer nas duas dimensões: a artística e a pedagógica. Neste blogue quero continuar a saber de todos que estiveram nas HS. Por aqui quero pedir ajuda na construção de um qualquer adereço, de um qualquer argumento para um espectáculo, quero no fundo continuar em contacto com todos. É para já a forma de continuarmos esta viagem.
Haverá mais viagens? Não sei, mas garantidamente haverá mais motivos e oportunidades para trabalharmos juntos. Mantenham-se atentos... aqui no blogue.
Boa viagem!
Deixei passar quase uma semana para de forma mais fria vir aqui falar sobre este nosso projecto comum. A verdade é que ainda não consigo pôr em palavras tudo que se passou nestes últimos seis meses, e de forma mais intensa nestes últimos 15 dias.
Para mim (e para nós Vozes), foi um enorme privilégio estar ligado a tão grande construção. Enquanto compositor, ou melhor dizendo empreiteiro musical, todo o processo foi riquíssimo e de uma aprendizagem enorme. Foi algo irrepetível.
Ter em Janeiro um grupo tão heterogéneo de pessoas, ter apenas um ponto de partida, o Brasil, e chegar a Junho com um espectáculo como aquele que fizemos, parece, a quem não esteve envolvido, impossível.
Várias vezes perguntaram-me, já depois da apresentação, se eu esperava isto, ou se tinha superado as minhas expectativas... a verdade é que, tal como respondi, desde Março acreditei que fosse tal e qual. Senti logo aí que tínhamos tudo para fazermos umas Histórias do Sul originais, musicalmente de qualidade, pedagógicas e mobilizadoras de um público que como todos sentimos, vibrou connosco.
O que fizemos, e pondo toda a modéstia de lado, foi bom. E foi bom a muitos níveis. Acima de tudo o que mais me alegrou foi a maioria ter descoberto qualidades e caminhos que se calhar até agora estavam adormecidos. Foi terem sido artistas na mais nobre acepção da palavra. E isso traz de certeza uma nova abordagem naquilo que fazemos na sala de aula. E esse foi o principal objectivo deste projecto de formação artística e pedagógica.
Falando de futuro... para já gostava de manter este blogue. É uma excelente ferramenta para irmos divulgando o trabalho uns dos outros. O Luís disse no jantar que dia 18 de Junho toca às onze da noite no Contagiarte, ouviram? Bom, este espaço é o sítio ideal para divulgarmos concertos, acções de formação, programas com interesse, vídeos, tudo que nos possa manter activos e atentos e nos faça crescer nas duas dimensões: a artística e a pedagógica. Neste blogue quero continuar a saber de todos que estiveram nas HS. Por aqui quero pedir ajuda na construção de um qualquer adereço, de um qualquer argumento para um espectáculo, quero no fundo continuar em contacto com todos. É para já a forma de continuarmos esta viagem.
Haverá mais viagens? Não sei, mas garantidamente haverá mais motivos e oportunidades para trabalharmos juntos. Mantenham-se atentos... aqui no blogue.
Boa viagem!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
...
Alou malta!
Nem sei por onde começar... Bem, foi no blogue das Vozes da Rádio que vi o primeiro anúncio das Histórias do Sul. E tal, uma série de workshops dados por eles, a cultura portuguesa, a cultura brasileira... Pareceu-me interessante! Tal como eu, também a Ângela (violinista da minha turma) tinha reparado no mesmo. E pronto, lá fomos as duas perguntar informações ao senhor professor Jorge Prendas (muito nos atura ele, coitado). Disse-nos que a formação estava mais propriamente destinada a professores de música ou a alunos já no ensino secundário. Apesar disso, decidiu abrir-nos a excepção. Ai, se não o tivesse feito, o que iríamos perder!
E lá começou. Sendo eu a mais nova, com 14 anos, olhava o resto das pessoas com uma certa admiração pela sua capacidade de creatividade, improvisação, imaginação... Principalmente nas primeiras sessões, sentia-me pequena, não só em tamanho, mas sem que isso fosse de todo negativo. À medida que se iam passando mais sessões, lá continuava a sair da Casa da Música satisfeita e ansiosa de rever os vídeos neste blogue que entretanto foi criado. E que o dissessem os meus colegas de escola que já não me podiam ouvir a cantar o Saci, por exemplo.
Agora muito importante. Se para mim sempre havia sido motivo de lamentos o facto de não conseguir tocar flauta sem partitura à frente, dei por mim, a certa altura, a encontrar as notas certas para cada música, tendo apenas como referência a tonalidade das mesmas. Não parece uma grande coisa, obviamente. No entanto, para mim foi e é.
Para além da ajuda que foi em termos culturais (sim, descobi uma infinidade de coisas novas referentes ao Brasil), há que salientar aquilo que foi, porventura, o essencial destas Histórias do Sul: o contacto e atrevo-me a dizer, a amizade que travámos entre todo o pessoal envolvido no projecto. No meu caso, foi extremamente gratificante privar com gente com cultura e conhecimentos musicais imensamente superiores aos meus. E neste ponto em que falo de companheirismo, tenho de referir o nome de uma pessoa em especial, perdoem-me todas as outras... Mas lá está, a Renata ficou aquela amiga! Aquelas conversas, os almoços... Oh pá, a maior. Obrigada!
Bom, ainda àcerca desta 'viagem', devo dizer que nunca pensei que chegados a 1 de Junho, teríamos criado de raíz um concerto como o que fizemos. Enche-me de orgulho lembrar-me que fiz parte deste processo creativo e que contribuí - mesmo que com uma pequena parte - para ele.
Falta-me agradecer a toda a gente, desde os formadores - os cinco grandes que formam as incansáveis Vozes da Rádio (da qual sempre fui e serei fã), a todos os colegas formandos, técnicos (de som, imagem, etc.) e à Teresa Coelho - sempre prestável e cuidadosa.
Como acho já ter deixado transparecer, as Histórias do Sul deixaram uma marca na minha vida enquanto música e a nível pessoal. Tal como o Norberto, digo que a esta altura me correm as lágrimas forte e feio, de tal forma que no meio deste rio ainda vai aparecer o Boto... Tenho saudades de tudo e todos e ainda só passaram três dias! Não fazem ideia é da pena com que fiquei por não ter podido ir ao jantar... :'(
Uma coisa é certa, quem me dera que fizéssemos mais algum concerto! O que foi, foi estrondoso e fez o sucesso que fez, mas após tantos meses juntos, acabou por me saber a pouco.
E pronto chamem-me piegas, mas esta nostalgia é enorme... Enfim, já estou aqui a baba e ranho (falando a sério), só me resta dizer que não há palavras para descrever esta jornada... Simplesmente: HISTÓRIAS DO SUL POWER!
:')
Catarina Valadas **
Nem sei por onde começar... Bem, foi no blogue das Vozes da Rádio que vi o primeiro anúncio das Histórias do Sul. E tal, uma série de workshops dados por eles, a cultura portuguesa, a cultura brasileira... Pareceu-me interessante! Tal como eu, também a Ângela (violinista da minha turma) tinha reparado no mesmo. E pronto, lá fomos as duas perguntar informações ao senhor professor Jorge Prendas (muito nos atura ele, coitado). Disse-nos que a formação estava mais propriamente destinada a professores de música ou a alunos já no ensino secundário. Apesar disso, decidiu abrir-nos a excepção. Ai, se não o tivesse feito, o que iríamos perder!
E lá começou. Sendo eu a mais nova, com 14 anos, olhava o resto das pessoas com uma certa admiração pela sua capacidade de creatividade, improvisação, imaginação... Principalmente nas primeiras sessões, sentia-me pequena, não só em tamanho, mas sem que isso fosse de todo negativo. À medida que se iam passando mais sessões, lá continuava a sair da Casa da Música satisfeita e ansiosa de rever os vídeos neste blogue que entretanto foi criado. E que o dissessem os meus colegas de escola que já não me podiam ouvir a cantar o Saci, por exemplo.
Agora muito importante. Se para mim sempre havia sido motivo de lamentos o facto de não conseguir tocar flauta sem partitura à frente, dei por mim, a certa altura, a encontrar as notas certas para cada música, tendo apenas como referência a tonalidade das mesmas. Não parece uma grande coisa, obviamente. No entanto, para mim foi e é.
Para além da ajuda que foi em termos culturais (sim, descobi uma infinidade de coisas novas referentes ao Brasil), há que salientar aquilo que foi, porventura, o essencial destas Histórias do Sul: o contacto e atrevo-me a dizer, a amizade que travámos entre todo o pessoal envolvido no projecto. No meu caso, foi extremamente gratificante privar com gente com cultura e conhecimentos musicais imensamente superiores aos meus. E neste ponto em que falo de companheirismo, tenho de referir o nome de uma pessoa em especial, perdoem-me todas as outras... Mas lá está, a Renata ficou aquela amiga! Aquelas conversas, os almoços... Oh pá, a maior. Obrigada!
Bom, ainda àcerca desta 'viagem', devo dizer que nunca pensei que chegados a 1 de Junho, teríamos criado de raíz um concerto como o que fizemos. Enche-me de orgulho lembrar-me que fiz parte deste processo creativo e que contribuí - mesmo que com uma pequena parte - para ele.
Falta-me agradecer a toda a gente, desde os formadores - os cinco grandes que formam as incansáveis Vozes da Rádio (da qual sempre fui e serei fã), a todos os colegas formandos, técnicos (de som, imagem, etc.) e à Teresa Coelho - sempre prestável e cuidadosa.
Como acho já ter deixado transparecer, as Histórias do Sul deixaram uma marca na minha vida enquanto música e a nível pessoal. Tal como o Norberto, digo que a esta altura me correm as lágrimas forte e feio, de tal forma que no meio deste rio ainda vai aparecer o Boto... Tenho saudades de tudo e todos e ainda só passaram três dias! Não fazem ideia é da pena com que fiquei por não ter podido ir ao jantar... :'(
Uma coisa é certa, quem me dera que fizéssemos mais algum concerto! O que foi, foi estrondoso e fez o sucesso que fez, mas após tantos meses juntos, acabou por me saber a pouco.
E pronto chamem-me piegas, mas esta nostalgia é enorme... Enfim, já estou aqui a baba e ranho (falando a sério), só me resta dizer que não há palavras para descrever esta jornada... Simplesmente: HISTÓRIAS DO SUL POWER!
:')
Catarina Valadas **
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